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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Terra Oca E Os Nazis.

O misticismo ocultista foi desde a origem uma influência séria no desenvolvimento da ideologia Nazi.
Em 1945 os aliados aproximavam-se de Berlim que se vergava sob o impacto de milhares de bombardeamentos aéreos. No fundo do seu fortificado bunker, Hitler só perante as evidências e muito a custo, admitiu a derrota. Contudo estava determinado em não sofrer a humilhação de ser capturado pelos russos e ser levado para Moscovo, como um troféu de guerra.
Segundo a especulação da história alternativa, Hitler não se suicidou. Fugiu a partir do Bunker por um túnel para uma pista aérea secreta, e a bordo de um avião, teria viajado para o Pólo Sul. Bem aqui temos que fazer pelo menos 2 reparos nesta teoria da escapadela do Fuhrer. Primeiro, com é que qualquer avião nazi passava sem ser detectado e abatido, uma vez que o espaço aéreo europeu estava totalmente dominado pelos aliados. Segundo, que tipo de avião secreto teriam com uma autonomia de vôo tal, que tornaria possível a ligação de Berlim à Antártica, ou então ter que fazer escalas para abastecimento sem ser detectado. A resposta a esta questão, segundo os crentes, está no desenvolvimento de uma nova tecnologia de transporte aéreo desenvolvido pelos nazis. Nada mais nada menos do que OVNIS.
De acordo com a Hollow Earth Research Society em Ontário, no Canadá, afirmam que os aliados imediatamente no pós-guerra descobriram que, cerca de 2000 cientistas e cerca de um milhão de almas desapareceram da face da Terra, e segundo parece, teriam sido levado para o seu interior por discos voadores pilotados por pilotos da Luftwaffe e por habitantes interiores parecidos com Greys. A história torna-se cada mais complexa á medida que avançamos nela.

Os avanços tecnológicos que teriam permitido aos Nazis construirem UFOs, teriam sido oferecidos por arianos (descendentes da Atlântida?) que vivem no centro da Terra.

Para que fique aqui bem claro, as evidências da Terra oca são próximas de zero.
Entretanto descobriram-se uma misteriosas aberturas na Antárctida.
Não se tem certeza se essas aberturas ou entradas são naturais, ou se foram feitas artificialmente.


Sabemos que existem bases americanas na Antárctida, mas existem muitas lendas e histórias de possíveis bases secretas Nazis (NEU-SCHWABENLAND), onde teriam escondido os famosos Haunebus (discos voadores).
Podemos levantar várias hipóteses, e continuaremos sem uma resposta convincente.


O certo, é que antes de 23 de fevereiro de 2006, as aberturas vistas hoje não existiam, ou poderiam estar cobertas pela neve e gelo. Mas após esta data, é claramente visível e inequívoco, tanto que digitando as coordenadas acima no Google Earth, a imagem do satélite não deixa dúvidas sobre sua existência.

A "estrutura" é mais ou menos em forma triangular, com uma largura de aproximadamente 90 metros e uma altura de 30 metros, e por isso é de tamanho considerável. O chão parece ser composto de gelo e o nível ligeiramente côncavo.
A seguir estão as imagens das coordenadas 66 33' 11.58"S, 99 50' 17.86"E






sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Terra Oca (1)

Na sequência do posts anteriores, deixo aqui algumas informações sobre a Terra Oca (TO). A TO é uma hipótese que defende que o Planeta Terra é oco ou possui um substancial espaço aberto no seu interior. É um conceito há muito tempo abandonado pela Geologia mas ainda cultivado por alguns ocultistas e místicos. Como iremos ver, foi uma teoria também explorada pelos Nazis.
Existe alguma bibliografia sobre o assunto, onde o podemos aprofundar ludicamente, sem prescindir, contudo, dos aspectos críticos, tendo sempre em linha de conta as teorias geológicas bem estabelecidas e científicamente bem provadas sobre a formação e constituição da Terra, que nos chegam, quer pelas informações directas quer pelas indirectas da actividade geológica do nosso Planeta, onde se incluem, entre outros, os dados provenientes da sismologia e do vulcanismo.
Um desses livros é o de Raymond Bernard, The Hollow Earth (1979) e "Etidorhpa" de John Uri Llyod, que alega ter viajado para a superfície interna do Planeta.
Segundo Raymond Bernard e resumindo, a Terra possui uma crosta com cerca de 800 milhas de espessura, cerca de 1200 km portanto,e duas aberturas. Uma no Pólo Norte e outra no Pólo Sul. No centro da Terra não existe um núcleo pesado, parcialmente fundido (NiFe) onde se origina a nossa magnetosfera, mas sim um Sol com 600 milhas de diametro (960 km).
Em Etidorpha, Lloyd afirma que na sua viagem ao centro da Terra logrou chegar ao centro de gravidade - local onde não existe gravidade. Aquí chegado, Lloyd pôde-se mover pela utilização do poder da mente, o seu coração parou de bater e não precisou de se alimentar. Pelos vistos o senhor morreu, tendo ressucitado para poder partilhar connosco esta sua grande aventura interior. Ele descreveu também uma vegetação gigante (Júlio Verne na Viagem ao Centro da Terra descreveu gigantes cogumelos) que vive debaixo da Terra tendo crescido assim para o gigantismo devido á fraca força gravítica local. Por último, descreve as pessoas que vivem lá em baixo onde não existe noite, pois têm 24 horas de luz do sol interior que se chama Atoma. Confirma a existência de massas montanhosas e de grandes corpos de água como os que existem na superfície da Terra, como mares, lagos e rios...mas com uma vibração e uma energia mais pura e mais alta - a chamada frequência da quarta dimensão. Ora a quarta dimensão (o tempo) também nós por aqui vamos tendo embora cada vez menos. Quanto à frequência ser mais alta e mais pura...isto já me cheira a Mambo Jambo.
Um dos maiores vultos mitificados pelos adeptos da teoria da TO é o almirante americano Richard Byrd.
Rear Admiral Richard Evelyn Byrd, nasceu em Outubro 25 de 1888 e faleceu em Março 11, de 1957. Byrd foi basicamente um explorador que alegou ter sido o primeiro a sobrevoar o Pólo Norte em 1926, o que muitos duvidam, e o Pólo Sul em 1929. Organizou e participou em 4 outras expedições à Antarctida respectivamente em 1933–35, 1939–40, 1946–47 e 1955–56.
A expedição de 1946 está na origem da mitologia em torno do almirante, dos OVNIS e da ideia da TO. De facto, a expedição foi cancelada abruptamente seis meses mais cedo em Fevereiro de 1947. Ainda a bordo do barco de apoio Mount Olympus, Richard Byrd deu uma entrevista a um jornal chileno onde declarou que os EUA deviam estar em alerta máximo e adoptar medidas defensivas para prevenir uma possível invasão do país por aviões (leia-se naves) hostis a partir de ambos os Pólos. O almirante disse ainda:

Gravura: Icerigger de Alan White
  "I do not want to scare anybody but the bitter reality is that in the event of a new war the United States will be attacked by aircraft flying in from over one or both poles." (...) "the most important of the observations and discoveries made was the of the present potential situation as it relates to the security of the United States...I can do no more than warn my countrymen very forcibly that the time has passed when we could take refuge in complete isolation and rest in confidence in the guarantee of security which distance, the oceans and the poles provide and remain in a state of alert and watchfulness".
Estas palavras alimentaram imediatamente os adeptos da teoria da conspiração sobre as actividades Nazis na Antarctida, mas isto fica para os próximos capítulos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Romance Científico (1)

O romance científico representa o primeiro passo real no caminho da consolidação das ideias centrais e dos temas da FC num manifesto moderno reconhecível. Este conceito só entrou em uso após 30 anos passados sobre o livro de Júlio Verne, Journey to the Center of the Earth (Viagem ao Centro da Terra), e com a publicação de Time Machine (1895) de H.G. Wells.

A Viagem ao Centro da Terra mostra uma precisão de detalhes certamente inspirada nos trabalhos de Poe, embora mostrando uma mais clara compreensão da ciência e do método científico.Verne admirava-o profundamente, de tal maneira que escreveu uma sequela da Narrativa de Arthur Gordon Pym ((1837).

Vulcão islandês por onde o prof. Lidenbrock teria entrado
Na Viagem ao Centro da Terra, Verne descreve a descida, do professor Von Hardwigg (Otto Lidenbrock na versão francesa) e do seu espirituoso sobrinho Harry, de uma cratera de um vulcão Islandês, o vulcão do glaciar Snaefellsjokull (no final saiem pelo Etna), onde vão encontrar no interior da Terra um mundo subterrâneo habitado por monstros pré-históricos. (Gravura da esquerda: The Unholy City de Peter Jones) O autor descreve o cenário com uma lógica criteriosa e sensata, explicando como os dinossauros sobreviveram tanto tempo isolados, mas é a maneira como a personagem de Van Hardwigg, um químico e mineralogista de profissão, descreve a sua descoberta, que é o mais esclarecedor sobre aquilo que são as características de um romance científico. A novela está cheia da especulação científica sobre conceito da Terra Oca da época. No papel principal do romance está um cientista que mostra claramente como usa o método científico na descoberta das origens daquele mundo subterrâneo É, por outro lado, também uma aventura, que foi muito lida e como tal teve um grande impacto que influênciou outros escritores do tempo e mesmo posteriores, como por exemplo, Edwin A. Abbot, Robert Louis Stevenson e sobretudo H.G.Wells.

Se Viagem ao Centro da Terra marca os inícios da FC como um género definitivo, os trabalhos posteriores de Júlio Verne marcam o seu desenvolvimento, como são os casos de From Earth to the Moon (Da Terra à Lua) (1865), Twenty Thousand Leagues under the Sea (20000 Léguas Submarinas) (1870) e The Mysterious Island (A Ilha Misteriosa) (1874).
Júlio Verne brinca com as novas ideias emergentes de um mundo industrial e científico em expansão, desenvolvendo cenários imaginativos que explica como se fossem cenários reais. Foi esta capacidade que o tornou um quase profeta. De facto, as viagens à lua tornaram-se realidade um século depois.